terça-feira, 28 de setembro de 2010

Monótono...

 “Monotonia de entender,
Viver e se surpreender,
No elo de sempre se perder,

Convidativa vida dos loucos,
Que se perdem aos poucos,
Na boemia vida,
Cantando a cantiga,
Da bela adormecida,

Vivemos na realidade convicta,
De estupidez cheia de vida,
Chorando as magoas,
Da menina triste enlouquecida,

Sobrevivemos à espreita,
Dos sonhos alheios,
Das bebidas,
No cálice de vinho,
A espera de uma noite sozinha,

O cigarro a enfeitiçar,
Os pensamentos a sobrevoar,
Pairar na ilusória vida de amar,

O arco- Íris a esperar,
Os que sonham sem alcançar,
Na dura enfeitiçada,
Monotonia de chorar,

Ruas sem fim,
Junto de um céu de marfim,
Os pássaros cantam e encantam,
A humanidade silenciosa,
A beira da senectude pavorosa,

As rosas enfeitam,
A vida cheia de defeitos,
Dos seres humanos contrafeitos,

O velho ensina o novo,
Gosto do bom gosto,
Abertos para o novo,
“De sonhos e contrapontos”

*P.G

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Quase ilusão?

Avesso da realidade,
População presa em sua comodidade,
Horas inacabáveis,


Guetos a sobreviver,
Exacerbada tarefa de viver,
Na vida alheia de você,


‘Palhaços’ em atualidade,
24 horas de maldade,


Atos de crueldade,
Na população dos conturbados,
Sem estudos,
Considerados tarados,


Miseráveis a mendigar,
Consideração no que há,
Desesperada vida sem paz,


Humanidade doente,
Sem acreditar,
Na paz que ficamos a desejar,


Escolhas sem propostas,
Famílias sem mais proceder,
Dura consciência da razão,
Estúpida veemência,
De querer,
Não poder,
Quase por querer,


Correr sem alcançar,
Em baixo da chuva,
Sobre o mar,
Lágrimas a escorregar,
No rosto de quem sabe chorar,


Ligados pela comunicação,
Não sabemos a limitação,
Do povo que vive em vão,
Na tarefa da ilusão,
De chorar sem proteção,


Mão que segura em vão,
Na pátria que chora sem pão,
Na realidade que deixa somente ilusão!
P.G

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Só Elas



Alucinadas e perdidas,
No mundo cheio de cores e novidades,
Elas dançam esquecidas da realidade,

Mergulham no irreal,
Onde tudo passa a ser sobrenatural,

Os problemas são esquecidos,
E a loucura começa,
Quebra de regras,
Na pequena ‘mocidade’ alucinada,

Um mundo de mulheres,
Estranhas e belas,
Foras de si em busca de si,

Sedentas de corpos,
Bêbadas de realidade comum,

A escuridão convida,
Olhos se encontram,
Passado aparece,

A música gritando,
A cocaína rolando,
Sorrisos e sorrisos,

Querem mostrar o que não há,
Tumultuando a realidade das certezas,

Traem a elas mesmas,
Perdem-se na beleza alheia,

Escuro e escuro,
Realidade quase suja,

Pulam e esquecem,
Dançam e se perdem,

Já não sabem onde estão,
Perdem-se na imensidão,

Mãos, cabelos e belezas,
Chocante, triste e incertezas,

Bebidas e bebidas,
Calunias explicitas,
Cerveja a rodar,
O sorrido da moça a dançar,

Noite de sonhos enlouquecidos,
Tristes e impossível,

Mostram-se e seduzem,
Infames e corajosas,

Drogam-se para se mostrar,
Sorriem para capturar,
Cuidam sem respeitar,

Mundo irregular,
Esquisito particular,
Meninas soltas a bailar....
*P.G

domingo, 19 de setembro de 2010

Povo Brasileiro

Povo brasileiro,
Guerreiro sofrido,
Povo bonito,

História bela,
Cantos de tragédias,
Mulheres belas,

Trilhada a historia,
Do povo que chora,
Em noites inacabadas,

Leis impostas,
Fechando as portas,
Dos sonhos alheios,

Com a pele a brilhar,
Dançam as mulheres,
Se oferecendo para amar,

Escrito nos caminhos,
A história do povo sofrido,
Intrigante beleza a admirar,

Armas e drogas,
Contam a historia do Brasil,
Insistimos no erro vil,

Políticos intactos,
Perante o povo atacado,
Comandam o Brasil,

Policiais sem dó,
Matam ‘aqueles’,
Por causa de pó,

Igrejas a ofertar,
A paz da humanidade,
O povo sem acreditar,
Na dura realidade,

Crianças lá fora,
Choram a solidão,
De um Brasil em vão,

Vidas interrompidas,
Das mulheres banidas,
Que amam a vida,

O mar a presenciar,
O povo que sabe sonhar,
Chorar e acabar,

Combate a corrupção,
O choro silencioso do Brasil,
Do povo que acredita até o fim,

Palmas para o Brasil,
Que faz a sua história,
Sobre as ‘armas’ da vitória...
*P.G

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Topo dos sonhos:

“Do topo dos sonhos,
Ela sorrir encantada,
Com a beleza rara,

Dádivas da vida,
Ela se viu dividida,
Entre a morte e a vida,

Sonhos viraram verdade,
Em sua plena mocidade,
Guerreira na realidade,

Bebeu do vinho da felicidade,
Encontrou suas verdades,
No tumulto de sua vaidade,

Dançou para o mar,
Com a delicadeza do ar,
Sentiu o corpo flutuar,

O céu sorriu,
O sol aplaudiu,
A vida seguiu,

Onde passa,
O mundo para,
Para ver a sua graça,

Brilho no olhar,
Suspiros soltos no ar,
A vida feita para realizar...”
*P.G