quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Realidade chocante x Realidade Redundante.

Um mundo redondo de complexidade humana, absorvidas de desejos amplos para com uma realidade remota, alheia e cheia de defeitos, iluminados por querer sem poder, nesse mundo que ninguém mais, quase não crer.
Humanidade de pura volúpia, elegância, descrenças, pobreza, belezas...
 Não esta na hora de dizer chega?
As drogas tomam suas proporções, e chegamos ao ponto, de irmão entregar a irmã, para pagar sua divida, de R$ 600. Que fique de lado, todas as crenças e respeito, o importante é pagar aos donos da boca. Que hoje tem o poder, de ditar e ordenar, nossa realidade escassa que há.
O que é isso Brasil? O que é isso humanidade?
Sonhos são quebrados, levados e largados; o mundo escurece por nossas benevolências, sociedade total imperfeita.

Estava para completar seis messes de liberdade, o jovem de 19 anos, que fora solto da Fundação de Atendimento Socioeducativo ,(FASE). Após este período, o mesmo passou três messes em um Programa Federal de Proteção a jovens ameaçados de morte. É suspeito de seqüestrar, estuprar e de quebra torturar, uma jovem de 20 anos. O irmão da vitima, era uma dos empregadores da boca, e por faltar com suas “obrigações”, entregou aos “chefões”, sua irmã como pagamento de sua divida.
A jovem de 20 anos, sofreu em média, uma hora e meia de agressões, foi socorrida por PMs, e já foi liberada do Hospital Geral. O Ocorrido foi em Novo Hamburgo- RS.
É no mínimo dos mínimos, chocante, nojento, e principalmente doído, para a sociedade ver, o que acontece perante nossos olhos, sem que nada aconteça. O jovem, - FILHO DA PUTA-, já havia deixado o estado em choque, em 2008, quando confessou doze assassinatos. Daí, se pararmos para pensar, as autoridades deveriam ter tomado providências.  Por que, venhamos e convenhamos, não é muito normal quem mata doze pessoas.
Gira a roda da vida, vidas e vidas que se fazem na noite sozinha, que envenena já dizia no poema de Moema. Ser preso, ser torturado, ou seja, lá o que for, será que é suficiente para um menino que fez o que fez?
Crueldade ao máximo, um pecado silencioso, que macha o chão dos humanos, que escreve uma historia desesperada longe da vitoria.
Me faltam palavras para expressar, a raiva contida no olhar, que se perdeu na matéria que lia, sobre o acontecido. Fui tomada de vergonha, tristeza, e um profundo mal estar.
Complexo covarde, sem escrúpulos, redondo de maldades.
Ultimas noticias: saíram agora, dia 10 de Agosto,às 11h43min, na rádio gaúcha: O menino, Jacqson de Nauta Quadros, conhecido como Jundiá, até agora, autor do crime, esta em acompanhamento pela Promotoria da Infância e juventude, secretaria de direitos humanos e programa de proteção a criança e adolescente. Foi informado, que Jundiá estaria em outro estado, no dia do ocorrido; mesmo a vitima tendo o reconhecido como o culpado. A culpa foi de alguém, quem??????
Entidades vão dar a largada, brigando, sobre o menino, que ninguém sabe aonde esta.
Ai tem, e tem muito. Mas que seja feito justiça pelos sonhos de uma menina de 20 anos, que foram roubados de maneira cruel.
Paula Golombiewski.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Adiós.


Nos últimos dias perdemos uma celebridade que mexia com o imaginário de muitos e muitas, Amy Winehouse, cantora que se tornou um mito, por seu estilo e pelo modo em que levava a vida. Logicamente, com sua voz de potencia arrebatadora, também contribuiu para hoje fazer tanta falta.
Quando estava entre nós, pessoas já esquecia quem era ela; o que mais importava, eram os flashes em cima da musa, para com a sua vida pessoal; se estava ou não drogada, o que vinha usando e com quem andava. Poucos ainda lembravam-se da sua voz marcante.
Tive o prazer em ler sua biografia: menina britânica, que chegou ao topo da fama por perseverança. Seu primeiro álbum foi lançado em 2003, “FRANK”, onde não teve um total reconhecimento de seu trabalho.
 Em 2006, lançou seu 2° e ultimo álbum, “Back to Black”, onde estourou para o mundo. Seu amor sem fim, sua voz rouca e maravilhosa, expondo sua vida para todos. Assim ela fez nome no mundo das celebridades, por amar demais. Escrevia seus próprios dilemas pessoais, e depois elegantemente, cantava para quem quisesse ouvir.
A sociedade falava mal, a chamava de drogada, perdida, e hoje chora sua ida breve demais. Um pouco contraditório não?
Pais e Mães recomendavam aos filhos para não gostar, seguir ou qualquer coisa do gênero, Amy e seu modo de vida.
No dia de sua morte, o programa da Globo- “Fantástico”, fez varias  homenagens a cantora, entre elas, foi um grupo de meninas interpretando Amy. Jovens apareciam, dublando as musicas da musa, com copo de bebidas na mão enquanto “cantavam”. Na mesma hora, questionei a mim mesma, como assim? Por que é necessário esperar alguém partir para dar valor ao seu trabalho? “seja ele qual for”.
É estranha a reação da sociedade, que sempre repudiava seus atos, mesmo tento consciência que as conseqüências quem iria enfrentar, seria a própria. Mas como faz parte do ser humano invadir a vida alheia, nada tão chocante. Sim ela era famosa, mundialmente conhecida, sim ,sim eu entendo, mas vocês tem de convir que os paparazzi não davam nem chance para  a  moça. Tem pela internet fotos deploráveis de Winehouse, era seguida até quando não tinha condições de responder por si só. Um pouco de mais ,na minha opinião.

Momento para refletir: Você depois de muito esforço para tornar-se mundialmente conhecido, alcança o topo, tem uma voz diferente e marcante,  ganha o mundo. Dinheiro não falta, o que fazer?
Amy Winehouse fez suas escolhas, e com a mais pura sinceridade, quantos de nós, se tivéssemos o status social que a musa, não optaria o mesmo destino: Bebidas, álcool, drogas e amor sem fim? É galera é fácil julgar, repudiar e falar. Mas quem não gostaria de ser escutado pelo mundo, ser amado por muitos,com uma conta no banco com muitos zeros, e drogas a la vonté?

“Na coerência da vida,
Os dias giram e giram,
O copo de bebida amarga e sadia,
Sonhos alienados,
Beijo doce roubado,
Na noite dos inconformados,
Uma lágrima oculta,
Do sorriso falso,
Cheiro do perfume,
lembranças da rotina,
Um dia que seguia,
Uma vida repleta de vinho,
Amores vividos,
Intensos carinhos,
Mais uma taça por favor?
Uísque regado a dor”
P.G