quinta-feira, 21 de julho de 2011

Choque de real.

Em um mundo “feito” por uma sociedade, alternada e completamente alternativa, gira os problemas sociais, que rouba a paz de vidas e vidas, que se faz.
Hoje quero falar do caso, que me deixou passada esta semana. Pai e filho, confundidos com casal gay. Um crime hediondo, que chocou a sociedade que luta pela não homofobia.
É inaceitável o acontecido, sem palavras para tal brutalidade. Que fosse casal gay, que fosse o que fosse, nada justifica o fato ocorrido.
Este é o Brasil que se diz mais tolerante para com a diferença.

Breve relato sobre o acontecido: Na ultima sexta-feira (15), Pai e Filho foram confundidos com um casal gay, na Exposição Agropecuária Industrial e Comercial (EAPIC); na região de Campinas, interior Paulista. Um grupo de rapazes se aproximou dos dois, na tentativa de obter respostas sobre a opção sexual de ambos, que negaram, afirmando que eram Pai e filho, mas foram espancados, minutos após terem dito que não eram gays. O Pai teve a orelha decepada e desmaiou no próprio lugar, o filho teve ferimentos leves, mas também teve que ir ao hospital.  Já foram encontrados alguns dos suspeitos, mas todos vão responder em liberdade. Não existe uma legislação específica que criminalize a homofobia, e sim contra a discriminação, que esta na Constituição Civil. Dois agressores já foram identificados, um admitiu ter participado da ignorância, alegando estar alcoolizado.

Curiosidade: Pai e filho tinham ido ao evento, acompanhados de suas namoradas, que não estavam presentes na hora do espancamento.

No lugar havia policiais, mas não na hora de ajudar quem apanhava injustamente.
Faltam-me palavras para expor o que realmente sinto quanto a isto, na verdade não tem explicação para a brutalidade que foi. Uma vergonha para o Brasil, que diz estar melhor para com a homoafetividade. A que ponto vamos chegar?
Em minha opinião, estamos beirado o abismo da ignorância, covardia e desumanidade. Nem um animal trata-se desta maneira. É preciso mudar, acordar para o mundo, que hoje é rodeado por diferentes e diferenças sociais, afetivas e tudo mais. É hora de dizer chega!!!!
O grupo que espancou, com toda certeza mereciam ser presos, pagar pelo crime que fizeram.
Fora o fato de apanharem, como será que fica a cabeça do Pai e Filho? O medo que se instalou em suas vidas. Isso não tem preço, não tem prisão que faz esquecer. 


É de se emocionar...

Mais nada a declarar.

Paula Golombiewski

sábado, 9 de julho de 2011

Devaneio junto do vento, pensamentos e pensamentos.


“Somos formadores de opinião, hoje pura e barata, comprada nas esquinas da vida; vivemos o dia a dia.
Aprendemos o certo, ditamos o correto, mas criamos nossos destinos, torpes e mesquinhos. Onde existem leis, movendo o poder, de quem manda e quem respeita. A historia é assim, contada, mostrada, subordinada.
Um mundo redondo de preconceitos, cultiva medos e "respeitos" antigo, um dia dividido, corte e plebeus, ditando nossos perigos.

Amamos sem pudor, na irreverência do desejo, somos todos pecadores do mais puro amor, de querer se entregar para o mundo discordar.
Não há no planeta, quem não queira amar e ser amado; perder a razão, sufoca-se de puro tesão.
é guardado no brilho das estrelas, a alma dos sonhos, o perfume das flores, o frasco antigo com cheiro do passado, os dias vividos no baú antigo, fechado a sete chaves.

Respiramos um ar sujo, de violência mesquinha, que nosso dia a dia, oferece na bandeja a cada um, a cada historia da mais diferente possível.  Somos rodeados de incertezas, provocadas nas almas soltas, que escrevem cada vida, passo, bem e mal dado. Destinos irreverentes contam historia a historia, sonho após sonho...
Olhos perdidos na imensidão procuram uma razão, de entender o que acontece; motivos em vão, mais uma pagina, do livro do destino, incerto e ao mesmo tempo belo. O raiar do luar, ilumina os passos incertos, medrosos, mas vencedores da verdade qualquer, do sonho de uma mulher.
Um vazio, formado pelo espaço, de entender e querer, ação e reação movidas pela decepção; Gosto amargo da discórdia, derrota inata, perdida roubada, no meio do nada, lagrimas a deixar, no caminho do mar, que leva aos sonhos, de abraços, com pássaros a cantar, a historia que há, regada de paz, no silencio do mar.
O mundo gira, derruba e levanta, os sonhos levados, pelo vento que passa; rouba minuto a minuto, de um sonho de querer, aprender e gozar de toda e qualquer possibilidade de ser feliz, num espaço formado a beira de um abismo, provocado e iludindo, cada pensamentos alheio, no meio de cada tempo, escrito no relento.
Tudo acontece, em torno do desejo, as linhas escritas, vidas e vidas, sonhos e sonhos, vagando no ar; pecados na terra, de tipos e tipos que há. Amar e amar, de diferentes formas para se fazer brilhar. Por que mesmo julgar?
Vem e vai  gente, formadores de preconceitos, quer giram junto do mundo, que insiste em existir, rodear e afrontar o amor que há.
Realidade da nova geração, drogados, políticos safados; todo mundo misturado. Amar e respeitar, perante uma sociedade confusa, aflita, parece extremamente difícil, e ultimamente, ultrapassa qualquer tipo de compreensão.
Direitos são totalmente  esquecidos, jogados, lançados para o ar. É necessário acordar e se fazer mudar, escrever outra historia, outras vidas, outras e outras.
Silencio na rua, as estrelas dormem, encobrem vidas em abandono, humanidade carente em meio a necessidade que beira ao extremo. Ninguém vê, o tamanho do real desespero, que derruba uma sociedade, formada de grandes nomes, que hoje queima a cada dia, na pedra usada, na esquina da sua casa. Esta o caos formado, o extremo da crueldade com humanos esmagados.
As almas, amam mesmo assim, descobrem as suas verdades belas e infames, cada um, cada qual, de “n” maneiras que se tem para viver, refletindo o bem, querendo a liberdade, e um mundo coerente com a sua realidade, que hoje escreve outra historia, com uma dimensão total diferente a alguns anos. Queremos liberdade, de sermos quem somos, sonharmos como assim o desejarmos, que portas não sejam fechadas, para quem quer, pensa, ou faz algo diferente, todo mundo é humano. Com vontades, sonhos, perfeições e imperfeições, com os mesmos direitos de ir e vir.
Silencio pleno, da noite que acaba, junto das palavras , que vieram na companhia do vento, iluminando meus pensamentos, alheios ao um mundo grande, perigoso e grosseiro, mas amado como tal;viver e ditar meu destino como sonhadora mortal.”
P.G