quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Silêncio segredado da noite que se brinda as damas que satisfazem a todos os mais perversos desejos...

Vem a ser graciosa essa maneira que as lembranças se “achegam” de mansinho, na calada da noite, calorenta de verão, oblíquo de paixão, desejo e inferno de momento, esse que mira a escuridão e acalenta o silencio, sem perdoar a retroatividade essa de viver todos os dias a mercê da beleza consagrada essa que se chama vida, vida de morrer, é quase pecado, mas, querer por querer, esse amor que quase ninguém crer!
Ó beleza que vos falo que explico entrelinhas, que consagro minha musa, inspiração raio de sol que está escondido por de trás do manto preto, onde dança as estrelas entorpecidas pela lua, a que vida banida, sossega essa lamuria, de desejos e forças brutas; vamos dançar a musica que faz barulho nas esquinas, que irradia as meninas que andam nas avenidas, desprotegidas vencedoras essas que satisfazem os desejos dos homens, que não são reconhecidas mas que roubam da vida sorrisos de satisfação, a carne que apela a cada necessidade essa da união, que na noite vale como profissão.
Palavras excêntricas, grotescas e avassaladoras, mas verdades nua e crua que apela para o juízo que não existe desde nunca, quem faz a alegria e se priva as vezes da vida, há que mais perversa ironia. Mulheres e consagradas, belas e corajosas que fazem do destino algo incerto que abala os conceitos, nessa sociedade congestionada de vidas e estilos, perigos e críticos.
Não sou dama da noite, mas, protetora da verdade, e quem para a dama se entrega, sorri após de canto de lábios com o corpo satisfeito e a mente a cultivar os mais nojentos preconceitos; os primeiros que julgam certamente são os que na calada vazia da noite, busca requintes nos braços das desfrutáveis mulheres insaciáveis.
Tudo isso rege a antiguidade, as moças da vida, os preconceitos equivalentes a muros de desrespeitos a essa sociedade que vive de imperfeitos; Equivalente cada sentido, esse que acontece e que povoa o equilíbrio da vida subjugada que necessita de momentos julgados e covardemente ansiados. Essa é a noite, esse é meu silencio, o que falo do meu ponto de vista, que abrange a simples necessidade em que existe em falar e descriminar quem o adora fazer.
A noite sacia as loucuras vividas, bebidas e vidas, que fazem a historia da humanidade perdida e descontrolada, “brandamente” revoltada.
Desequilibrada naturalidade, versos e frases, poemas e belezas , sorrisos e encantamentos , vidas nas represas...
Irradiada realidade afetada por congestionados pensamentos sem limites e puro preconceitos,
lânguida e absorvida, beijos, bocas e puras malicias; há a noite que me excita. Na valsa que encanta e desencanta viver cada dia, um após o outro, repito, sinto malicias!
Festival de barulhos de almas passando, pessoas gritando, a noite sorrindo, mais uma vez no beco da escuridão onde rege o silencio e as falas da alma, que palpita ansiosa por momentos de paz, harmonia e vida, sossegado silencio que guia para tudo de novo, mais um dia, as estrelas se escondem, a lua se apaga e o sol brilha no horizonte como se não houvesse a próxima noite de estranhos e confusos pensamentos, esse que vos escrevo para a loucura da vida, só mais um dia...
P.G

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

"a meias amizades"

Por “meias” coisas faladas pela metade, nos perdemos num redemoinho de desnecessárias intrigas, complexidade formada em grupos “formados”, ou assim se acredita, como se diz, amizades verdadeiras, mas, que na ordem natural do quem vem acontecendo, deixa de ser amizades, verdades, igualdades, caráter...
Tudo que vem ocorrendo só deixa claro quem realmente sabe ver, e principalmente aceitar as informalidades; uma inteligência artificial formada no meio da roda, onde seguem quem dita, e quem é vamos dizer “líder do grupo”
Nas redes sociais todos se amam, e o grupo é formado pelos bons e os parcerias, assim é que acontece, rola por fora todo um agendamento (agenda-setting), tudo programado, como deve ser e como o “grupo” deve “reagir”, e o que me impressiona é que, fazem sem nem saber o que é realmente, mas fazer o que, faz parte da ignorância não ir atrás do que se fala e faz, basta serem visto, como uma tentativa vã de revolucionários, há como falta para se alcançar o topo, que “sá” para ser verdadeiros revolucionários.
Meu grupo, não, um dia fiz parte, e trago guardados no peito momentos especiais, sorrisos de quando achei que eram amigos, abraços que me confortaram em diferentes momentos difíceis, confiava e acreditava naquele brilho seco dos olhos, naquela vida louca que se tinha para viver, e o tempo passou, o mundo girou e entre tantas novidades para com a minha vida, me descobri solta, livre, e não mais precisei de alguém que faz questão de pensar por todos, foi com muita dificuldade, que consegui compreender que não precisava que alguém me mostrasse o que pensar, pelo o que lutar, e o que fazer, e vi que é bem melhor assim, sabe tipo, opinião própria?!?!?!
Todo mundo é brother, e porque não gostam de novelas acham que são as mentes mais evoluídas do planeta, e é isso que falo nesse texto, o grupo sente a necessidade de mostrar que fazem parte de uma evolução interior, e se acham mais humanos por isso...
Quem evolui não precisa mostrar, é agindo que se apresenta o ser que esta em você, não ditando, isso aprendi na escola, e com o simples fato de não mais baixar a cabeça, e falar amém para quem sorria com os dentes, brilhava os olhos e falava em amizade de verdade!
Agora partimos do ponto beleza, e como minha Mãe diz: “O que é bonito (a) pra ti, pode não ser pra mim”, ai explica tudo, sem essa de ter que passar pelo tal grupo evoluído, diferente e cool, se realmente fossem do bem, mas daquele bem de alma, quem namora com quem, não faria a diferença, ainda mais alegando se é ou não do seu gosto, como assim, amizades tem limite e a minha chegou nesse ponto, no dia que trouxe alguém de extrema confiança minha para o grupo “legal”, e novamente acontecendo a agenda-setting, “líder” não curtiu e ocorreu todo o agendamento para que o grupo não gostasse, aprovasse e assim sucessivamente. Mas o que choca não é o grupo ter a mesma “opinião”, porque sempre é assim,  e sim o poder de uma tentativa frustrada de líder achar que tem o poder.
Sinto por minhas palavras grotescas, mas infelizmente com o tempo minha opinião quanto a tudo que eu idolatrava chegou de uma vez por todas no final.
Aprendi com a vida, com os dias, e com os sentimentos, que as coisas não podem chegar a este ponto, que amizades existem, mas que não tem o poder de decidir o que você faz, como você faz e principalmente com quem você faz!
Todos que fazem parte do grupo, dos novos aos velhos têm uma única ambição, agradar quem mais desagrada se fala pelas costas, mas ninguém chega na cara, e é por isso do meu post hoje, gosto muito de algumas pessoas que ainda estão no meio disso tudo, e por conta de suas escolhas se perdem cada vez mais num mundo colorido, (mundo colorido apenas para quem esta dentro da roda e dos sonhos eloqüentes, quem vê de fora enxerga um borrão que com o tempo só tende a escurecer mais).
A falta de personalidade é tamanha, que nesses últimos dias me peguei vendo um seriado, que marcou minha adolescência, época que eu via tudo diferente, e que não posso negar, gostava daquele jeito de viver a vida; -The l Word- seriado lésbico dos EUA, interessante, e pra quem gosta muito legal, vendo o que acontece varias vezes enxerguei nas personagens da série algo não identificado, a tentativa frustrada no grupo que vos falo de ser igual, é isso mesmo, bem confuso, mas que faz sentido se parado e observado. Nos jeitos em que se vestem e tentam levar a vida, grupo de grandes amigas e assim sucessivamente, o seriado show de bola, a tentativa fracassada se bem analisada.
Quem esta no redemoinho de sentidos, esquece que um dia falou, observou e conseguiu ver o que faltava para a real amizade, que hoje afetada profundamente deixou de ser o que sempre foi, é estranho falar tudo isso, até ontem achava que fazia parte, mas nunca fiz e nunca farei, faltou a necessidade de aceitar o que é imposto, nunca fui tão benevolente ao ponto de sim, soube aproveitar quando assim me cabia, cansada de ver e observar jeitos sem verdades, também fiz, a minha maneira, nunca deixei de observar cada detalhe, e hoje que de uma vez por todas, não estou no meio onde era mais difícil ver o que realmente vale. Sim é confuso mesmo.
É muitas “amizades” para poucas verdades, são muitas necessidades para um mundinho repleto de “efemeridades”.
Falta beleza, beleza por fora e beleza por dentro...
Falta o simples fato de ser amigo de verdade.
P.G