quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

“Foi um coquetel de palavras, ofensas e olhares, torpes, raivosos e chegou a ser submisso; A chuva fazia a musica de fundo, as lagrimas complementavam o que se foi dito, na sala, com musica, incenso, cigarros e cerveja; O calor a deixar o clima mais tenso. O que se instalou, assim de repente, foi medo, medo da verdade, medo puro, a solidão gelada, molhada pela chuva, e falada em palavras sujas; tudo se passou, por segundos, minutos inacabáveis, insaciáveis de palavras grotescas e até sem nexo.
Horas a pensar, perguntar, e sem nada entender, só restou o vazio, o não, quem sabe mais uma tentativa, até mesmo que sem esperanças, mas em prol do amor que sempre foi dito por palavras carinhos e “artigos”, mas, restou o silencio noite à dentro. Coisa mais fora de moda, sofrer e achar que o mundo vai acabar se teu amor, ou até então puro amor, partir e caminhar sem mais precisar de você nem que seja só para estar ali, mesmo que apenas caminhando pela vida, sem palpitar e querer grandes entonações para viver. Foi assim, súbito e incontrolável, bateu o vento que trouxe o peso do medo, senti as costas “tombarem” enquanto meu coração parecia com uma bomba, senti o adeus e quem sabe o nunca mais, foi cruel e gelado, me fez tremer e me arrepiar só de pensar em voltar p/ esse mundo torpe sozinha e sem o colo que me carrega por anos a fio. Vi por segundos toda a historia e vida construída, (tijolo por tijolo na obra) que até o final da tarde, era a construção mais bonita, tudo acabou, a chuva molhou toda nossa construção e os inúmeros trovões fizeram com que desmoronasse aquilo que parecia ser sólido, equilibrado e consagrado. Foi assim, agora se foi ou não chuva de verão, não me cabe mais falar. Que a noite termine e que o sol venha com seu brilho, e seque toda e qualquer insegurança.”P.G

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