Faço uma breve caminhada até chegar ao trabalho, passo por pessoas e pessoas das mais diferentes possíveis; Sinto muitos cheiros misturados e são poucos que sorriem para o acaso.
Todos os dias é assim, vejo feições alegres, cansadas, tristes e até mesmo mal educadas ou se preferir mal encaradas mesmo; Estilos dos mais diversificados, vidas das mais alucinantes e até quem não tem o direito de “viver”, mas está ali esperando mais um dia para quem sabe, uma mudança na rotina.
Caminho a passos lentos e observo, procuro olhar nos olhos de quem passa ao meu lado, busco saber das vidas alheias, por mera curiosidade, vontade de saber estritamente. Consigo ver felicidade, mas também enxergo tristeza e principalmente saco cheio, pode ser a época, que normalmente estamos cansados do ano, e quem diz que não aparece nos traços seu “astral” engana-se piamente.
Respiro e escuto, tem esquinas que o silencio é tão sufocante que quase escuto as batidas desesperadas das pessoas aleatórias que passam por mim, mas assim como tem momentos de silencio profundo, há esquinas que os carros gritam, as buzinas entram na minha mente e quase não vejo mais nada, chego a ficar atordoada!
Passo em frente de escolas e vejo crianças correndo, Pais e Mães sorrindo, e aquele tumulto de adultos e estudantes, gritaria e correria, apenas mais um dia.
Vejo bares, Pubs, tudo de portas baixadas, é estranho não ver copos e copos de cervejas e muitas pessoas flertando, não sei se prefiro o silencio ou vê o flerte alheio.
Aonde trabalho, ou pelo menos assim que chamo, é um pequeno mostro de prédio de 21 andares, muitas pessoas, muitas energias, muito tudo. Ao adentrar o prédio, sinto e reflito tamanha é a loucura do rol, pessoas que nem olham na cara, aparentam ter medo de serem descobertas, mas esquecem da pequena e importante dádiva da vida- energias- e não, não é das melhores que ronda o prédio. Tudo depende do dia, e principalmente do caráter da pessoa.
Chego quase que cansada na sala tamanha minha vontade de descobrir vidas alheias, tamanha a disposição que coloco em apenas observar. Escuto tudo e não escuto nada no caminho do trabalho, olho tudo e não vejo nada, fixo os olhos nos rostos e nunca me lembro de nenhum no final do dia, quase que louca, mas necessário para tentar entender um pouco do nada.
P.G
Nenhum comentário:
Postar um comentário